quarta-feira, 29 de junho de 2011

Caminho da felicidade


"O deus criador Brahma estava sozinho no universo quando teve a ideia de modelar alguns seres para lhe fazer companhia. Assim que ficaram prontos, os homens encontraram a chave da felicidade e com ela voltaram a fundir-se ao corpo do criador. Novamente Brahma estava sozinho.
O Ser Supremo resolveu tentar mais uma vez: modelou mais homens, mas dessa vez, antes de lhes dar vida, refletiu sobre a chave da felicidade.
- É melhor eu esconder a chave que os traz até mim, porque senão ficarei novamente sozinho.
Brahama começou a pensar no local em que esconderia a chave da felicidade:
-Ja sei, jogarei nas profundezas do oceano Indico.
Depois de um tempo, refletiu melhor e disse:
-Nao, no futuro, com certeza os homens chegarão às profundezas de todos os oceanos. Ja sei, eu a esconderei nas cavernas do Himalaia. Mas também nao é uma boa ideia, pois no futuro os homens explorarão todas as cavernas do mundo e a encontrarão.
Depois de refletir mais um pouco, Brahma disse:
-Sim, este lugar é excelente - pensou Brahma. - Esconderei a chave da felicidade num dos planetas do nosso universo.
Depois de um tempo, o entusiasmo do Deus Supremo esvaiu-se.
- No futuro os homens viajarão por todas as galáxias, e o com certeza encontrarão a chave da felicidade.
Brahma ficou semanas diante de suas criações de barro. Ele nao lhes daria vida até descobrir um lugar apropriado para ocultar a chave.
Numa manha crepuscular, o Deus Supremo olhou para a fileira de homens de barro e finalmente descobriu o local apropriado para esconder a chave da felicidade.
- É isso! - gritou Brahma. - Os homens nunca vao pensar em procurar a chave da felicidade no lugar em que estou pensando em esconde-la.
Brahma aproximou-se de suas criaturas, pegou milhares, milhões, bilhões de partículas da chave da felicidade e as escondeu no melhor lugar do mundo: DENTRO DO PROPRIO HOMEM.
Disse o sábio:
- Aquele que mergulha para dentro encontra o caminho que leva ao Ser Supremo."
Historia tirada do livro " As 14 pérolas da Índia".
Foto Renata Mendes, Índia.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Qual é o significado da expressão "autoconhecimento"?

"O termo “autoconhecimento” é amplamente utilizado para se referir ao propósito da espiritualidade, porém nos textos tradicionais não encontramos o “carimbo”: autoconhecimento, como é utilizado no ocidente. Este é apenas um dos termos utilizados e que visto separadamente pode levar à confusão.

É provável que o termo autoconhecimento tenha surgido da tradução do termo em inglês, “self-knowledge”, contudo no inglês o termo “self” além de significar “eu”, também se refere ao conceito de ” algo que se faz sozinho”, como na palavra “self-service”.

Se no inglês já temos algumas possibilidades de interpretação, elas aumentam ainda mais quando o termo é traduzido para o português. “Self” é traduzido como “auto” e traz por exemplo a idéia de “automático”, ou “natural” como nas palavras “auto defesa” ou “auto imune”.

E assim sendo, é de se esperar que o termo auto conhecimento por si só não tenha uma definição precisa para nós e acaba sendo um termo genérico para o objetivo da espiritualidade. É por isso que se reforça tanto a necessidade do professor e da tradição de ensinamento, porque não podemos nos abster de interpretar as palavras a luz da visão da nossa própria cultura e podemos nos confundir em pontos importantes.

Vejamos alguns exemplos clássicos para interpretação do termo “autoconhecimento”:

1 – “Autoconhecimento é sinônimo de conhecimento automático!” – Como quem diz: “vou vivendo, fazendo minhas posturas de yoga e um dia eu esbarro comigo mesmo.” O conhecimento do “eu” é um projeto de vida, não é por acaso ou automático. É resultado de bastante esforço, que dizem percorrer várias vidas.

2 – “Autoconhecimento se resolve sozinho, em outras palavras, eu sou meu próprio guru”– parece razoável que não seja necessário ninguém de fora para me contar quem sou eu, mas, quando paramos para pensar, essa não é a nossa experiência. O “sujeito” é exatamente o que não pode ser experienciado por nós. Quem pode ver os próprios olhos? Posso ver tudo, mas para saber a cor dos meus olhos preciso de um espelho, um agente externo. De maneira semelhante o professor é o nosso espelho no estudo do “eu”.

3 – “Autoconhecimento é isolamento, pensar só em si, em outras palavras, um objetivo egoísta!” – Autoconhecimento não é conhecimento da minha personalidade ou dos meu hábitos ou dos meus traumas de infância. É o conhecimento da realidade que permeia o indivíduo e todo o universo, é o que exatamente tira a pessoa da sua individualidade egoísta e reestabelece os papéis sociais de forma adequada e a harmoniosa com o todo.

4 – “Se o “autoconhecimento” é o mesmo para todos deveria se chamar apenas conhecimento e pronto!” – Apesar do processo de conhecimento ocorrer através do intelecto de cada um, realmente a verdade do indivíduo e do universo é uma só. Quando olhamos do ponto de vista do indivíduo chamamos essa realidade de autoconhecimento, porém este termo não se refere ao conhecimento de algo específico “meu”, mas a base de todas as experiências.

Nos vedas o termo mais próximo encontrado é Ātmajñānam literalmente significa “conhecimento do eu”. No entanto, dentro da tradição védica vários termos são utilizados para apontar para este mesmo conhecimento como: conhecimento do Absoluto, do “eu interior” ou do “eu maior”, da consciência, de Deus, da realidade, da plenitude entre outras formas. A idéia é que a variedade de expressões evite certos conceitos errôneos comuns que, como vimos, um termo sozinho pode provocar.

No começo do estudo todos esses termos são apenas um “rótulo inteligente”, que ajuda a indicar a natureza do que está se buscando e só mais tarde, ao longo do estudo, será preenchido pelo professor."

Texto escrito pelo professor Jonas Masetti, que atualmente esta fazendo o curso de 3 anos no ashram do Dayananda no sul da India.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Como tudo começou

Essa semana resolvi fazer uma coisa que estava com vontade fazia muito tempo, dei uma rapa nas minhas coisas e tirei grande parte das coisas "velhas". De três em três meses dou uma limpa nas roupas, mas dessa vez foram das coisinhas que ia guardando ha mais de 10 anos. Fotos de coisas bobas, papeis que achava que ia usar para alguma coisa, cartoes postais, cartas, cadernos de cursos de línguas e faculdade... tantas coisas que nem lembrava mais que parecia que estava mexendo nas coisas de uma outra pessoa.
Relembrei de tantas coisas... e uma delas, que gostaria de compartilhar com vocês, foi o momento em que me interessei por "espiritualidade", ou por me conhecer. Tinha 18 anos, acabado de terminar o colégio e resolvi morar fora, na França para estudar francês e viajar. Desde que me conheço por gente gosto de viajar, mas viajar sozinha no mundo com apenas 18 anos foi muito especial. Saindo do brasil, levei um livro para o começo dessa grande viagem, o "Arte da Felicidade" do Dalai Lama. Li e amei! Como viajava bastante, tive que deixar o livro para trás, mas fiz uma coisa que acho horrível fazer, arranquei o capitulo 16 e levei comigo.
Nesse capitulo 16 é uma síntese do livro, foi o que mais mexeu comigo e tenho guardado até hoje... e foi isso que encontrei nessa arrumação das minhas coisas, o que deu o "start" na minha jornada que mudou completamente minha vida!
Leiam e se inspirem a mudar a vida de vocês também.
Capitulo 16 - Um Apelo
"Ter chegado às ultimas paginas deste livro faz lembrar a transitoriedade de nossa vida. Como passa rápido e como logo chegamos ao nosso ultimo dia. Dentro de menos de cinquenta anos, eu, Tenzin Gyatso, o monge budista, serei apenas uma lembrança. Na verdade, é pouco provavel que qualquer uma das pessoas que estejam agora lendo estas palavras possa estar viva daqui a cem anos. O tempo passa inexoravelmente. Quando cometemos erros nao podemos voltar os ponteiros do relógio para tentar outra vez. A única coisa que podemos fazer é usar bem o presente. Entao, quando nosso ultimo dia chegar, poderemos olhar para trás e ver que vivemos vidas plenas, produtivas e significativas, o que nos trará algum conforto. Do contrario, a tristeza pode ser muito grande. A escolha entre as duas alternativas cabe somente a nos.
A melhor maneira de ter certeza de que um dia nos aproximaremos da morte sem remorsos é agindo de maneira responsável e manifestando compaixão pelos outros no presente. Na verdade, isso é de nosso próprio interesse e nao apenas porque va nos beneficiar no futuro. Como vimos, a compaixão é uma das coisas que mais dao sentido às nossas vidas. É a fonte de toda felicidade e alegria duradouras. É o alicerce de um bom coração, o coração daquele que age motivado pela vontade de ajudar os outros. Por meio da bondade, da afeição, da honestidade, por meio da verdade e da justiça para com todos os outros é que asseguramos nossos próprios benefícios. Esta nao é uma questão para ser debatida com teorizações complicadas. É uma questão simples, de bom senso. Nao ha como negar que a consideraçao pelos outros é algo valioso. Nao ha como negar que a nossa felicidade esta inextricavelmente entrelaçada à felicidade dos outros. Nao ha como negar que, se a sociedade sofre, nos tambem sofremos. Nem ha como negar que quanto mais animosidade ha em nossos corações, mais infelizes nos tornamos. Por isso, podemos rejeitar tudo o mais: religião, ideologia, toda a sabedoria recebida. Mas nao podemos escapar à necessidade de amor e compaixão.
Esta, entao, é a minha religião verdadeira, minha fé simples. Neste sentido, nao é preciso existir templo ou igreja, mesquita ou sinagoga, nao ha necessidade de filosofia, doutrina ou dogmas complicados. Nosso próprio coração e nossa própria mente sao o templo. A doutrina é a compaixão. Amor pelos outros e respeito por seus direitos e sua dignidade, sejam eles quem forem ou o que forem: é so o que afinal precisamos ter. Se praticarmos isso em nossas vidas diárias, nao importa se somos intruidos ou ignorantes, se acreditamos em Buda ou em Deus, se seguimos outra religião ou nao seguimos nenhuma. Desde que tenhamos compaixão pelos outros e sejamos capazes de nos conter, motivados pela noção de responsabilidade, nao ha duvida de que seremos felizes.
Por que, entao, se é tao simples ser feliz, achamos que é tao difícil? Lamentavelmente, apesar de quase todos nos nos considerarmos compassivos, costumamos ignorar essas verdades baseadas no puro bom senso. Deixamos de enfrentar nossos pensamentos e emoções negativos. Ao contrario do fazendeiro que acompanha as estações do ano e nao hesita em começar a cultivar a terra quando chega a hora, desperdiçamos tempo demais em atividades sem sentido. Sentimos profundo pesar com relação a assuntos banais como perder dinheiro e , ao mesmo tempo, somos negligentes com o que é de fato importante sem que o menor sentimento de remorso nos perturbe. Em vez de nos alegrarmos com as oportunidades que temos de contribuir para o bem-estar alheio, so pensamos em prazeres fáceis. Recusamo-nos a pensar nos outros alegando que estamos muito ocupados. Corremos para la e para ca fazendo calculos e dando telefonemas e achando que é melhor assim. Fazemos uma coisa já preocupados com ter de fazer outra diferente caso algo nao saia como esperamos. E em tudo isso utilizamos apenas os níveis mais superficiais, elementares e menos refinados do espirito humano. Alem do mais, por estarmos desatentos às necessidades dos outros, acabamos inevitavelmente lhes causando mal. Achamos que somos muito inteligentes, mas como é que usamos nossos talentos? Com demasiada frequência nos os usamos para enganar nosso próximo, aproveitar-nos dele e subir à sua custa. E quando as coisas nao dao certo, cheios de hipocrisia, nos o culpamos por nossos problemas.
No entanto, a aquisição de objetos materiais nao proporciona satisfação duradoura. Nao importa quantos amigos conquistemos, nao serão eles que de fato vao fazer a nossa felicidade. E entregar-se aos prazeres dos sentidos é apenas um convite a varias formas de sofrimento. É como mel lambuzado na lamina de uma espada. Nem por isso devemos desprezar nosso corpo. Pelo contrario, pois nao podemos fazer nada sem que ele esteja bem. Mas precisamos evitar os extremos que podem nos prejudicar.
Quando nos concentramos no que é mundano, o essencial permanece escondido em nos. É claro que se pudéssemos ser verdadeiramente felizes dessa maneira, este tipo de vida seria inteiramente razoável. Mas nao podemos. Na melhor das hipóteses, a vida vai transcorrendo sem grandes aborrecimentos. Mas os problemas chegam, mais cedo ou mais tarde, e nos encontram despreparados. Nao sabemos como lidar com eles. E nos desesperamos, e nos lamentamos.
Portando, uno minhas maos e apelo a você, leitor, para que torne o resto de sua vida tao significativo quanto possível. Faça isso através da pratica espiritual, se puder. Como espero ter deixado claro, nao ha nada de misterioso nisso. Consiste apenas em agir levando os outros em consideração. E se você o fizer com sinceridade e persistência, pouco a pouco, passo a passo, sera capaz de reordenar seus hábitos e atitudes e pensar menos em seu pequeno mundo de interesses e mais nos interesses de todas as outras pessoas. E encontrara paz e felicidade para si mesmo.
Abandone a inveja, desapegue-se do desejo de sobrepujar os outros. Em vez disso, tente fazer bem a eles. Com bondade e gentileza, com coragem e confiando que é assim que tera sucesso de fato, receba-os com um sorriso. Seja franco e honesto. E tente ser imparcial. Trate todos como se fossem amigos muito próximos. Nao digo isso como Dalai Lama ou como alguém que tenha poderes ou talentos especiais. Nao os tenho. Falo como um ser humano, alguém que, como você, quer ser feliz e nao sofrer.
Mas se você por algum motivo nao puder ajudar as outras pessoas, procure ao menos nao lhes fazer nenhum mal. Considere-se um turista. Penso no como como é visto do espaço, tao pequeno e insignificante, e ainda assim tao belo. Haveria realmente alguma coisa a ganhar fazendo mal a alguém durante a nossa estada aqui? Nao seria preferível e mais razoavel divertir-se e aproveitar a ocasião tranquilamente como se estivesse visitando um lugar diferente? Portanto, se em seu passeio pelo mundo você dispuser de um momento, tente ajudar, mesmo que de forma modesta, aqueles que sao oprimidos ou que por alguma razão nao podem ou nao querem ajudar a si mesmo. Tente nao dar as costas àqueles cuja aparência é perturbadora, aos maltrapilhos e enfermos. Procure nunca pensar neles como se fossem inferiores. Se puder, nao se considere melhor do que nem mesmo o mendigo mais humilde. Vocês dois terao a mesma aparência depois da morte.
Para encerrar, gostaria de compartilhar com você uma breve oração que serve de grande inspiração para meu propósito de fazer bem aos outros.
Que eu me torne em todos os momentos, agora e sempre,
um protetor para os desprotegidos,
um guia para os que perderam o rumo,
um navio para os que tem oceanos a cruzar,
uma ponte para os que tem rios a atravessar,
um santuários para os que estão em perigo,
uma lâmpada para os que nao tem luz,
e um servidor para todos os necessitados."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Curtir é covardia

Li esse texto e achei muito interessante a forma que o autor Jonathan Franzen coloca seu ponto de vista sobre as redes sociais, tecnoconsumo e o como estamos perdendo grande parte da vida, que é se relacionar de verdade e nao apenas virtualmente. Inspiraçao para semana do amor...

Curtir é covardia

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Art of spiritual freedom


"The pot is clay and clay is not pot. We don't have to break the pot to understand it is clay. Simple? But we seem to forget it when we are in a spiritual high. We want to change the way things are and go to some cave somewhere to Realize the Self… And all that, only to end up smashing mosquitoes!

To be a regular guy is one pot, to be a renunciate in a cave is another pot. Both are made of the same clay. The self. Kundalini up, kundalini down, both are two modes of the same mind! The Self is neither!

So why to worry about the shape of the pot to see the clay! Let's learn to see the clay while the pot remains the way it is!

Om Tat Sat.

Esse post foi retirado do blog http://yogeshvar.wordpress.com/

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Buda e os estrangeiros

"Na cidade de Anuradhapura, Buda estava à sombra da arvore sagrada Bo, a mesma arvore que tempos atras havia presenciado o despertar, a iluminaçao do Mestre. Agora ele estava com varios discipulos, todos em posiçao de lotus, meditando de olhos fechados.
Era uma manha fria de inverno, quando um estrangeiro interrompeu a meditação do Mestre e de seus discípulos:
- Venerável Buda, responda a uma questão angustiante para minha alma.
Buda e todos os seus seguidores abriram os olhos. O Mestre apenas assentiu com a cabeça. O estrangeiro perguntou:
- Deus existe?
- Nao - respondeu Buda.
O estrangeiro foi embora e todos voltaram a cerrar os olhos.
Na parte da tarde, com um sol que esquentava deliciosamente o ar, outro estrangeiro se aproximou da arvore Bo.
- Querido Buda, desperte para responder a uma questão que aflige minha alma.
Buda e todos os seus seguidores novamente abriram os olhos, e novamente o Mestre assentiu com a cabeça. O segundo estrangeiro perguntou:
- Deus existe?
- Sim - respondeu Buda.
O segundo estrangeiro tambem foi embora e todos voltaram a cerrar os olhos.
Ao anoitecer, com um vento gelado que penetrava nas entranhas da floresta, um terceiro estrangeiro se aproximou da arvore Bo.
- Amado Buda, acorde para me ajudar.
Pela terceira vez todos interromperam a meditação. Buda deu um sorriso em direção ao estrangeiro e aguardou a pergunta.
- Deus existe?
- Talvez - responde Buda.
O ultimo estrangeiro se afastou ao ouvir a resposta, e antes de todos voltarem à meditação, um discípulo que estava ao lado do Mestre tomou coragem e disse:
- Nao entendi suas palavras, Mestre. Os três estrangeiros vieram até aqui e lhe fizeram a mesma pergunta, e o Mestre respondeu de três formas diferentes. Por que?
Buda respirou fundo, cerrou os olhos e disse:
- Meu jovem buscador da verdade, ouça e aprenda. Os homens podem chegar até Deus por tres vias: pela negação, pela afirmação e pela duvida.
Buda respirou novamente e mergulhou nas profundezas de sua alma."
Texto do livro "As 14 perolas da India" de Ilan Brenman e Lonit Ziberman