segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Esqueça os problemas e a felicidade aparecerá

Hoje me deparei com uma situação um pouco diferente e me fez parar para refletir um pouco. Fui para a sala de ginastica do meu prédio e la tinha uma mae correndo na esteira e duas crianças brincando pela sala. Nao é o lugar mais adequado para levar crianças, mas pelo visto era o único jeito que a mae tinha para dar uma andadinha na esteira nesse dia chuvoso para nao ficar tanto no prejuízo depois do Natal.
Claro que as crianças nao pararam um minuto e mexerem em tudo que nao podiam. So que em um momento, a menininha que deve ter uns 3 anos, quis porque quis subir na esteira da mae. Por motivos óbvios a mae nao deixou e ela começou a chorar sem parar. De repente, ela se lembrou do mini trampolim, foi até ele e começou a pular, sorrir, feliz da vida. Depois olhou para a mae e voltou a chorar porque queria subir na esteira. Mas como estava no trampolim, voltou a sorrir. E ficou nesse dilema, se chorava ou se divertia.
Isso me fez lembrar de uma das aulas do Swami Dayananda. Ele diz que achamos que somos tristes, infelizes e limitados. Que quando uma coisa nao sai do nosso jeito, fechamos a cara e sofremos muito, como a menina na sala de ginastica hoje, se acabando de chorar porque sua vontade nao foi feita. E quando se esquecia disso tinha a capacidade de ser feliz!
Mas quando esquecemos por qualquer motivo aquilo que nos esta fazendo sofrer, temos a capacidade sorrir, nos divertir e até ser feliz. Quando conseguimos parar de nos identificar com aquilo que é limitado como o corpo, as experiência, a mente, as situações, passamos a ser feliz o tempo todo pois a nossa natureza é felicidade, ilimitada, plena.

Por que você nao come carne?

Esse post foi escrito por uma grande amiga minha de infância. Tenho que confessar que me emocionei pois uma pessoa que a gente cresce junto, cada uma do seu jeito, vivendo estilos de vida completamente diferentes... de repente, toma uma decisão tao importante na vida, como a de parar de comer carne.
Sei o quanto é difícil para algumas pessoas parar de comer carne e para outras é até impensável, ou em outras palavras, "radical". Mas acredito que radical mesmo é continuar prejudicando animais para se alimentar, é um pensamento um pouco egoísta.
Para quem quiser, entre no blog da Julie, esta muito bonito!

"Todo mundo tem um livro que mudou a sua vida. Eu tenho alguns livros que mudaram a minha vida, porem, um em especifico mudou muito a minha vida recentemente, e para melhor.


The Kind Diet- Alicia Silverstone

Sim, aquela mesmo do filme ‘Patricinhas de Beverly Hills’ e dos clips do Aerosmith nos anos 90. E para mim, a Alicia era só aquela garota x. Fui saber que ela é uma ativista dos direitos animais quando a vi dando uma entrevista na Oprah. Ela começou a falar de um etilo de vida baseado em plantas, e eu pensei ‘Blah, blah, blah, hippie chata, será que eu vou achar um episodio antigo de Friends passando agora?’

Mas eu não achei o bendito seriado e enquanto procurava, muito do que ela falou me interessou, e eu resolvi comprar o livro. Quando chegou li ele de cabo a rabo em algumas horas, e já o reli inteiro, porque é tão denso, e com tanta coisa informativa, que você começa a se perder. Ela discute tudo, dês da indústria de carnes e laticínios, aos problemas de saúde que carne (especialmente vermelha!) trazem, a receitas de como se adaptar a uma vida baseada em plantas.

A minha leitura envolveu lagrimas e uma grande ponderação quanto ao meu estilo de vida. Envolveu também uma ‘senhora’ tiração de sarro de quem estava por perto, seguida de umas apostas de quanto tempo duraria essa ‘frescura’. Quando terminei o livro, não quis me deixar influenciar pelo emocional, ou por modismos. Porem, me fiz uma pergunta muito séria: existe alguma razão para eu continuar comendo animais? E a resposta veio clara, da consciência, do coração, da compaixão e pela preocupação com a minha saúde: não.

Isto foi em abril, e para ser sincera, algumas vezes me passou um ‘yummm’ pela minha cabeça nas primeiras duas semanas ao ver um ovo mexido com bacon, ou um frango a milanesa. Após as primeiras duas semanas, eu não conseguia mais cogitar comer carne. Nem mesmo o frango assado da minha mãe, que sempre foi meu prato favorito.

O que mais me espanta é a quantidade de pessoas que me pergunta por que eu não como carne, com uma indignação como se eu tivesse feito uma escolha que causa detrimento a minha saúde, quando o caso é exatamente o contrário. Tem gente que fica com dó de mim, achando que eu estou me martirizando, o que é engraçado porque eu fico com dó em ver a pessoa comendo metade de uma costela de porco e pensando em como isto está afetando o seu coração.

Muita gente me diz que adoraria ter essa “força de vontade”, mas acho que a verdade é que a gente tem força de vontade pelas coisas que a gente realmente quer, como acordar mais cedo para ir à academia, ficar acordado até tarde para ver a novela, e pegar transito na estrada para viajar no feriado. Por que não na hora de escolher o que a gente coloca dentro do nosso organismo? Por que não na hora de fazer uma escolha que salva uma vida? Fica a pergunta no ar: Por que você come carne?"
Texto de Julie Anne Jordão

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Feiras orgânicas em SP

Todos nós sabemos que se alimentar de forma saudável nao é um luxo e sim uma questão de saúde. Mas comer alimentos saudáveis e frescos as vezes acaba se tornando um problema porque eles estão cheios de agrotoxicos. Essa semana recebi um email da Cia Orgânica, dando dicas de onde comprar produtos orgânicos de boa qualidade, tanto em supermercado e feiras quanto delivery.

Feiras
Feira Orgânica
Parque da Água Branca
Dias: terças e sábados
Horário: 7h às 12h
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455 Perdizes
Feira Orgânica
Ibirapuera
Dias: domingos
Endereço: Rua Tutóia (estacionamento da Igreja do Santíssimo Sacramento)
Feira Orgânica
Parque Previdência
Dias: sábados
Endereço: R. Pedro Pecinini, 88 KM
12 da Raposo Tavares
Feira Orgânica
Santana do Parnaíba
(Antiga feira de Alphaville)
Dias: terças
Endereço: Av. Vênus, em frente ao Nº14
Centro de Apoio II
Feira de Alimentos
Orgânicos e Biodinâmicos

Dias: quintas
Horário: 7h às 13h
Endereço: Rua São Benedito, (em frente ao convento, próximo a Alexandre Dumas)

Dias: sábados
Horário: manhã
Endereço: Mercado Central de SP (R.Cantareira).

Dias: sextas
Horário: manhã
Endereço: Praça Charles Miller (Estádio do Pacaembu)

Varejão do CEAGESPAv. Dr. Gastão Vidigal, 1.946 -
Vila Leopoldina - SP
Cep 05316-900
Tel: 19-4231785 fax: 19-4210534
Lojas

Supermercados
Pão de Açúcar

Em todas as lojas espalhadas por toda a cidade
Informações sobre endereços:www.paodeacucar.com.br
Casa Santa LuziaAlameda Lorena, 1471
Tel.: (11) 3897-5000
Deliverys
FeirorgânicaTel. (11) 3711-7409
Terças- Zona Oeste e Centro
Quartas - Paulista, Vila Mariana,
Itaim, Brooklin
www.feirorganica.com.br
Hoje HortifrutiTel. (11) 3285-2560
Entrega em toda região metropolitana em até 24h do pedido
Sabor NaturalTel./Fax: (11) 6977-4304
pedido@sabornatural.com.br
www.sabornatural.com.br
Sítio Terra e Saúde

Tel. (11) 5535-2671
Fax: (11) 3871-5558
terraesaude@uol.com.br
www.sitioterraesaude.com.br
Entregamos na região sul e oeste: Morumbi, Panambi, Alto de Pinheiros, V. Mariana, Jardins, Granja Julieta, Alto da Boa Vista e outros sob consulta.

Viva-Bem Alimentos OrgânicosTel./Fax (11) 4169-8605
www.viva-bem.com
Empório em CasaTel. 11 3294-2984
www.emporioemcasa.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Como ser um Yogui de sucesso?

É comum se referir as pessoas dentro da espiritualidade como um grande mestre, uma pessoa muito evoluída, estudioso ou até mesmo iluminado. Como identificar uma pessoa evoluída? Como faço para ter sucesso no meu caminho espiritual?

Sucesso em qualquer campo de conhecimento é um produto natural da dedicação e paixão pelo que se faz, entretanto no Yoga os padrões normais do que é considerado sucesso e como obtê-lo são diagonalmente opostos ao que estamos acostumados.
Crescemos aprendendo que para vencer precisamos nos sobressair. Afinal, são os melhores que entram nas faculdades, os mais eficientes recebem os melhores salários. Quanto mais fama, mais poder e quanto mais poder, maior eu me torno. Assim, vou avançando na fila da vida com cada vez mais “sucesso”.
Quando entramos para o Yoga naturalmente adotamos esta mesma postura. Queremos toda atenção do nosso professor, ser reconhecidos o tempo todo pelas nossas aptidões, decorar o nome das posturas e damos risadas das pessoas que não sabem pronunciar Shirshaasana! Enquanto nos alongamos, nos comparamos com os colegas, mesmo que eles já tenham anos de prática ou sejam ainda iniciantes, e no final da prática competimos na duração do OOOOOOOOOOOOOOOOMMM, sem saber que OM tem apenas 3 tempos.
No final do mês achamos que estamos ganhando alguma coisa, afinal estamos nos sobressaindo e ficando de certa maneira conhecidos e famosos, até que alguém conta para gente que, na verdade:
A fila está andando para o outro lado!!!
Yoga enquanto prática física, estudo filosófico ou estilo de vida tem como objetivo tirar a mente do vício competitivo, de largar todos os papéis e expor as limitações da individualidade, que foi sempre tão polida e preservada, para que ela se torne inofensiva e a pessoa com auxílio dos Vedas veja sua real identidade. Assim podemos aprender vários mantras e muitos asanas, mas se a mente continua se julgando superior porque é capaz de fazer alguns truques a mais, o propósito do Yoga não está sendo alcançado de fato.
Para não ser fatalista ou categórico é importante saber que esta mudança não é simples e todos passam por isso. Ser capaz de reconhecer e entender a necessidade desta mudança de atitude já é uma grande coisa e um passo importante nesse caminho.
Dentro da tradição védica a vida de uma pessoa não é descrita como uma corrida ou competição, onde é preciso chegar na frente. Na Brhadaranyaka Upanishad é dito que o samsara provê variedades de obstáculos que são como ondas do mar, que estão constantemente vindo e a maturidade que estamos buscando é saber lidar objetivamente com essas ondas, para encontrar “a pessoa simples e feliz” que já somos.
Podemos dizer que os obstáculos têm 3 tipos de intensidade comparados com os 3 tipos de onda que o surfista enfrenta: “a marola, a arrebentação e o paredão”. (Essa parte não está na upanishad!)
Os problemas tipo marola são aqueles que travam nossa ação. Situações que apesar de simples nos deixam desconfortáveis. Quem quer entrar no mar tem que enfrentar o choque térmico da água fria, são questões e problemas que parecem até pequenos para quem já passou por eles. Exatamente como a marola que depois de vencida é inofensiva e só assusta crianças. Com este tipo de onda é só ter a coragem de se jogar e pode bater de frente porque esse obstáculo é inofensivo.
Quando passamos desta faixa do mar encontramos a zona de arrebentação, nela as ondas são maiores e com essas ninguém bate de frente sem levar caixote, é preciso baixar a cabeça e furar a onda, mergulhar na sua origem, onde ela pode ser atravessada. Esses obstáculos são aqueles que estão mais carregados emocionalmente na nossa vida e já definem nossa personalidade. Este tipo de problema é muito bem tratado pela psicologia e terapias, analisando a origem e as reações, e descarregando a energia contida nessas memórias.
O terceiro tipo de onda é o paredão. Nesse tipo de onda não existe ação para ser tomada, bater de frente é uma piada e mergulhar é totalmente inviável. É o ponto cego da nossa personalidade ou onde o condicionamento é tão forte que mesmo vendo não é possível agir de outra maneira, é o limite humano da própria mente. Quando entramos nesse tipo de estado ou situação só há uma coisa a fazer: rezar e tentar minimizar os danos. Se o surfista for experiente essa é melhor onda para surfar e até que isso seja possível tentamos manter a cabeça fora dágua e minimizar os danos quando esse tipo de onda vem. Quando as emoções dominam a mente trazemos a visão da ordem de Isvara e não tentamos vencer ou brigar com as emoções. As emoções tem uma razão de existir um propósito na nossa história e com a ajuda desse conhecimento pode ser usada de forma positiva.
Por exemplo, a raiva por uma pessoa ou situação pode vir em paralelo com um medo ou insegurança. Para poder agir quando o medo paralisa em alguns casos é preciso fazer uso objetivo dessa energia contida na raiva. De fato, todas as emoções tem uma função no lidar com o mundo e devem ser bem vindas por nós e quem sabe conseguimos “surfá-las”(…sem cortar a cabeça de um banhista desavisado no caminho).
O auto-conhecimento em relação as nossas emoções não tem como objetivo colocar a mente em equilíbrio perfeito, inabalável em qualquer circunstância. Não é possível logicamente e nem tão pouco desejável. Com uma vida sem paixão, raiva, satisfação, ansiedade e umas boas risadas, não seríamos humanos, seríamos todos robôs ambulantes!
Essa semana Sw Saksat disse assim: “… Se você percebe que sua mente é imperfeita, perfeito! Pois afinal de contas a mente é imperfeita. Se você se frustra por causa disso, isso também está na ordem, não é incrível?!?…”
Ironicamente, já que diante das ondas somos todos iguais, a fila do caminho espiritual não parece nem um pouco com a fila “indiana”, é mais como uma fila de surfistas, todos lado a lado surfando a mesma onda, e qualquer tentativa de ser um superhumano só vai garantir uns bons caixotes! OM
Esse texto foi escrito por Jonas Masetti no site Yoga Vedanta Vedas | SatsangaOnline