Hoje me deparei com uma situação um pouco diferente e me fez parar para refletir um pouco. Fui para a sala de ginastica do meu prédio e la tinha uma mae correndo na esteira e duas crianças brincando pela sala. Nao é o lugar mais adequado para levar crianças, mas pelo visto era o único jeito que a mae tinha para dar uma andadinha na esteira nesse dia chuvoso para nao ficar tanto no prejuízo depois do Natal.
Claro que as crianças nao pararam um minuto e mexerem em tudo que nao podiam. So que em um momento, a menininha que deve ter uns 3 anos, quis porque quis subir na esteira da mae. Por motivos óbvios a mae nao deixou e ela começou a chorar sem parar. De repente, ela se lembrou do mini trampolim, foi até ele e começou a pular, sorrir, feliz da vida. Depois olhou para a mae e voltou a chorar porque queria subir na esteira. Mas como estava no trampolim, voltou a sorrir. E ficou nesse dilema, se chorava ou se divertia.
Isso me fez lembrar de uma das aulas do Swami Dayananda. Ele diz que achamos que somos tristes, infelizes e limitados. Que quando uma coisa nao sai do nosso jeito, fechamos a cara e sofremos muito, como a menina na sala de ginastica hoje, se acabando de chorar porque sua vontade nao foi feita. E quando se esquecia disso tinha a capacidade de ser feliz!
Mas quando esquecemos por qualquer motivo aquilo que nos esta fazendo sofrer, temos a capacidade sorrir, nos divertir e até ser feliz. Quando conseguimos parar de nos identificar com aquilo que é limitado como o corpo, as experiência, a mente, as situações, passamos a ser feliz o tempo todo pois a nossa natureza é felicidade, ilimitada, plena.

