quinta-feira, 26 de abril de 2012

Zanzibar

Pense em uma praia... com a areia branca como neve. Agora, imagine essa praia com quase ninguém... com um silencio que parece que faz vácuo. O máximo que se ouve as vezes é o som do ar movimentando as palmeiras. 
Pois bem, esse lugar existe e se chama Zanzibar, na Tanzania.
Zanzibar é um conjunto de duas ilhas, ha 20 minutos de avião de Dar Es Salaam, onde 98% da população é muçulmana e a economia local é basicamente agricultura (especiarias - cravo), comercio e turismo.
A historia dessa ilha é bem interessante, por terem um grande cultivo de especiarias virou rota de parada das embarcações portuguesas, onde eles construíram a primeira e única prisão, que é usada até hoje. Depois veio o Sultão de Omã e usou como base para a venda de escravos, chegou até mudar a corte para Zanzibar. Com a chegada dos britânicos e o fim do marcado de escravos, o pais começou a desenvolver, tendo algumas revoluções até declararem independência, juntando-se com a Tanganhica, se tornando Tanzania de hoje, mas com governos independentes. Por toda essa mistura de povos, as pessoas sao um pouco misturadas, negras na sua maioria, mas alguns com traços árabes, europeus e indianos. Um povo incrivelmente simpático, simples e ainda se acostumando com as maquinas dos turistas. Alias, isso foi um grande exercício para mim, nao poder tirar fotos das pessoas. Mas tudo ficou na memória.
Duas coisas que so tem la: Stone Town, que um sitio tombado pela UNESCO, como património da humanidade, com suas ruelas e arquitetura única, e foi em Zanzibar que o Freddie Mercury nasceu, tem até um bar de frente para o mar que é da família dele.
Zanzibar é um lugar para todos os gostos, no norte da ilha é o local mais movimentado, onde tem mais hotéis, albergues e bares. Ja no sul da ilha onde fiquei, é a paz!! Poucos hotéis, alguns de alto luxo, outros tipo resort família. Uma praia enorme para andar de bicicleta, um mar muito quente e calmo, bom para SUP e quando o vento ajuda, fazer kitsurf. 
Aprendi muito nos dias que passei nessa ilha paradisíaca, desde algumas palavras em swahili, como Jambo (Ola), Mambo ( tudo certo? ), Poah ( tudo certo!!) e Hakuna Matata ( Don't worry!), a perceber como faz falta o silencio na minha vida, a importância de se conhecer outros lugares e pessoas pois a gente entende que nao existe muita diferença entre nos e que se você quiser ter papo com os locais, aprenda sobre futebol, eles sao apaixonados pelo esporte!!
Fui tao bem tratada e mimada, que a volta foi difícil...

Hakuna Matata!!


sábado, 21 de abril de 2012

Dietas Vegetarianas

Li esse texto e achei muito interessante a forma como ele coloca as questões de saúde da dieta vegetariana. Vou vegetariana à muito tempo e a coisa mais engraçada que aconteceu comigo foi que quando ainda comia peixe para manter meu ferro alto por causa de anemia, nunca conseguia deixar alto, sempre no limite mínimo. Quando optei por parar de vez com a ingestão de animal, pelo cuidado que tive que tomar, meu ferro nunca esteve tao alto. E também nunca tive tanta massa muscular quanto tenho hoje. Acho que esse texto traz clareza sobre o que de fato precisamos para ter saúde e que uma dieta vegetariana é uma opção responsavel em todos os sentidos, nao so uma atitude ideológica e nao-violenta.

"São muitos os motivos que podem levar uma pessoa a optar por uma dieta vegana. Seja esse motivo a saúde, o meio ambiente, a religião ou os animais, a opção sempre causará mudanças em seu hábito alimentar diário, o que impactará a sua saúde. Por esse motivo, todos os veganos, mesmo os que não fizeram essa opção por saúde, devem observar alguns cuidados nutricionais.

A primeira questão que vêm à mente dos iniciantes é com relação à ingestão de proteína. Questionar a proteína em uma dieta vegana é como um reflexo involuntário, haja vista que a nossa sociedade tende a considerar a carne como sinônimo de proteína, o que não é verdadeiro.

As proteínas são formadas por aminoácidos e todos os aminoácidos essenciais à nutrição humana podem ser encontrados nos alimentos de origem vegetal. Todos. O termo aminoácido essencial refere-se àqueles aminoácidos que precisam ser consumidos, pois não podem ser fabricados pelo corpo. Uma vez digerida a proteína e transformada em aminoácidos, o corpo não diferencia se esse aminoácido veio de um animal ou de um vegetal, pois a substância final é uma só.

É fato que existem aminoácidos que só estão presentes na carne, mas esses não são do tipo essencial, ou seja, não precisam ser ingeridos, pois há outras vias para a sua obtenção, como por exemplo a sua fabricação a partir de aminoácidos essenciais. Já que as proteínas podem ser obtidas em uma dieta vegetariana, resta saber quais são os alimentos fonte. Castanhas, nozes, amêndoas, sementes (como a de gergelim e a de girassol), feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha, soja e derivados são todos fontes riquíssimas de proteínas. A chave para conseguir todos os aminoácidos essenciais é variar ao máximo esses alimentos, optando a cada dia por duas ou mais fontes e alternando-as a cada dois ou três dias.

O ferro é tido como outro quase sinônimo da carne, mas isso também não é verdadeiro. É fato que a carne é muito rica em ferro, mas isso não significa que ela seja a única fonte útil desse mineral. O ferro pode ser encontrado em todos os alimentos citados acima (fontes de proteína) e ainda nos vegetais verde-escuros, no melado-de-cana e nas frutas secas. O ferro encontrado nas carnes pode ser mais bem absorvido do que o ferro encontrado nos vegetais. No entanto, o ferro encontrado nos vegetais será mais bem absorvido quando o estoque de ferro estiver baixo, ou seja, desde que haja demanda, o ferro encontrado nos vegetais é mais bem aproveitado, o que o caracteriza como sendo uma fonte adequada. Esse fato pode ser comprovado quando constatamos que a incidência de anemia entre a população vegana não é maior do que a incidência de anemia entre a população onívora.

Se comparados aos ovolactovegetarianos, os veganos têm uma taxa de ferro melhor. Isso porque os veganos excluem da dieta os laticínios, que além de serem uma péssima fonte de ferro, ainda prejudicam a absorção do ferro que possa estar presente em outros alimentos que compõem a refeição.

O cálcio é outro nutriente que à primeira vista pode parecer um nutriente de risco, mas essa preocupação se deriva de outro mito semelhante aos anteriores, que é o mito de que o cálcio seja sinônimo de leite, o que não passa de mais uma confusão. Na verdade, se observarmos a natureza, podemos facilmente constatar que o ser humano é o único animal que consome leite depois de passado o período de amamentação. Mesmo se considerarmos apenas a nossa espécie para essa observação, podemos constatar que há poucos séculos nós não fazíamos uso dos laticínios com a mesma intensidade com que fazemos hoje. Muitas civilizações nativas preservam até hoje o hábito de não fazer uso de qualquer laticínio passado o período de amamentação. Sendo assim, de onde a nossa espécie obteve o cálcio ao longo da evolução? Do mesmo lugar de onde os veganos o obtém hoje em dia. O cálcio pode ser obtido de fontes vegetais como as leguminosas, as oleaginosas, os vegetais verde-escuros, o melado-de-cana e as frutas, em especial as frutas secas. Ou seja, o cálcio pode ser encontrado nas mesmas fontes que fornecem o ferro. Desse modo, contando com fontes exclusivamente vegetais, ao ingerir o cálcio o vegano estará ingerindo também o ferro e vice-versa, o que já não ocorre quando as carnes e os laticínios estão presentes, pois ambos se colocam em único extremo: ou são fontes de ferro, ou são fontes de cálcio.

É justamente esse o motivo que explica o fato de os veganos terem um risco muito baixo de desenvolver anemia, pois os alimentos vegetais são sempre muito ricos em ferro e vêm acompanhados do cálcio. Já o leite é um alimento rico em cálcio e pobre em ferro e a carne tem característica oposta, sendo rica em ferro e pobre em cálcio. Sendo assim, para obter ambos o ferro e o cálcio, o onívoro deve consumir dois alimentos diferentes, ambos ricos em gordura, especialmente gordura saturada, e colesterol, além de serem pobres em fibras e substâncias antioxidantes. A conclusão é que para obter esses dois minerais em uma dieta onívora é preciso comer mais calorias, com mais gorduras e sem substâncias protetoras. Já em uma dieta vegana, esses nutrientes podem ser obtidos nos mesmos alimentos, acompanhados de menos calorias, menos gordura e uma abundância de fibras e substâncias com efeito antioxidante.

A única questão nutricional verdadeira para os veganos relaciona-se à vitamina B12, pois essa vitamina, que é produzida por bactérias, de fato não pode ser encontrada nos alimentos de origem vegetal, sendo necessária a sua suplementação na forma de suplemento oral. Isso não denota uma inadequação da dieta no sentido de ela não ser adequada à espécie humana. Ocorre que ao nos distanciarmos da natureza, deixamos de consumir bactérias em quantidade suficiente, o que é bom por vários motivos de saúde, mas em contrapartida prejudica a ingestão da vitamina B12. a solução para esse problema moderno é o uso de uma solução igualmente moderna, que é a suplementação da vitamina, que pode ser obtida de fontes sintéticas.

Quando uma dieta vegana é praticada com critério, temos essas características positivas e o resultado, além de ter garantida a ingestão dos nutrientes essenciais, é a redução do risco de desenvolver doenças crônicas e degenerativas tais como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e algumas formas de câncer. Na verdade, já faz mais de 20 anos que a investigação científica acerca do tema das dietas vegetarianas deixou de ter como foco as possíveis carências nutricionais e passou a se interessar mais pelos efeitos protetores da dieta vegetariana. Apesar de ainda prevalecer entre o público leigo as questões acerca das carências alimentares na dieta vegetariana, a investigação científica atual já esgotou o tema em sua maior parte, superando a pergunta “é possível ser vegetariano?” para dar lugar à pergunta “por que os vegetarianos gozam de melhor saúde?”."

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George Guimarães é nutricionista especializado em dietas vegetarianas e diretor da NutriVeg Consultoria em Nutrição Vegetariana
                                              Fonte - 30.01.2012 - Cantinho Vegetariano

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Intensivo de Vedanta com a Gloria

Ouço muitas pessoas dizendo que nao conseguem ir para Índia por falta de dinheiro, por ser muito longe, por nao poder ficar tanto tempo fora, mas que gostariam muito de ter a experiência de estudar com um grande professor, conhecer uma vida de ashram e realmente mergulhar nos estudos Vedicos. 
Pois bem... todo ano a professora Gloria Arieira e a equipe do Vidya Mandir preparam com muito carinho o Intensivo de Vedanta la no Rio, em julho. E é nas montanhas assim como na Índia. O ambiente é igual ao do ashram do Dayananda em Rishikesh... e para quem nao entende inglês muito bem, é bem melhor do que ir para Índia pois o inglês de indiano nao é a coisa mais fácil de entender.

Segue as informações para quem quiser ir... e aviso, nao demorem porque as vagas acabam rápido!!!

Espero vocês la!




Tema: Os quatro mahavakyas

02 a 07 de julho de 2012
de 2ª feira a sábado
Pousada Terracota Hotel
Terracota Hotel - Estrada de Secretário, km 06 - Secretário - Petrópolis – RJ
Tel.: (24) 2228-1500
http://www.terracotahotel.com.br/
Programação:
  • Aulas de Vedanta
  • Meditações
  • Práticas de Yoga
  • Cânticos
  • Histórias da tradição védica
  • Atividades extras
  • Satsanga
Textos das aulas:
  • Bhagavadgita
    Cap XIII - O Valor do Valores
    A maturidade emocional e a maturidade espiritual
  • Os quatro mahavakyas, as principais frases de ensinamento de Vedanta
O Intensivo de Vedanta é um evento focado no estudo de Vedanta e uma experiência única de ashram, com aulas, atividades e vivências com o conhecimento de Vedanta e em contato com pessoas comprometidas com o autoconhecimento.
Acomodações: quartos duplos (para casais), triplos e quádruplos. Devido à disposição dos apartamentos e limitação de espaço, a pousada comporta principalmente acomodações em quartos quádruplos.
inclui: curso, 5 diárias em apt. duplo, triplo ou quádruplo, 3 refeições diárias vegetarianas, traslados de ida e volta, em ônibus, entre Copacabana e a pousada em Secretário, RJ, e o material didático.
Atenção: este ano o curso começa na 2ª feira, sairemos do Rio na 2ª feira pela manhã para almoçarmos no hotel.
Mais informações: luciaarieira@hotmail.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Libertando-se do Medo


"Medo é uma palavra que indica todas as coisas que você teme: infelicidade, separação, solidão, isolamento, medo de não ser ninguém, falta de perspectiva para o futuro, morte e vazio. Qualquer coisa que você teme, tudo é medo. Se você lida com o medo, você esta lidando com tudo." - Swami Dayananda, no livro Liberdade.